quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013

Como alguém disse e muito bem (Dalai-Lama) "Vivemos como se nunca fossemos morrer e morremos como se nunca tivessemos vivido." É triste, mas é uma grande verdade. Temos vivido desenfreadamente preocupados com o "ter" sem nos apercebermos que nessa correria a nossa vida fica por viver... É que a Vida não se preenche com o ter mas sim com o ser: o nosso ser!


 
O riso


“Um monge vivera os últimos anos da sua velhice na mais absoluta paz. Encontrava-se no seu leito, agonizante, e os seus colegas do mosteiro choravam à sua volta. De repente, o monge lançou três sonoras gargalhadas.
- Irmão – sussurravam os monges -, como se pode rir se nós estamos a chorar?
- A primeira gargalhada foi pelo vosso medo da morte; a segunda, porque não estão preparados para enfrentá-la; e a terceira porque eu passo da fadiga ao descanso e vocês, em vez de se alegrarem, andam por aí a choramingar.
Dito isto, fechou os olhos aprazivelmente e expirou.

A morte faz parte da vida. Uma e outra correspondem-se e complementam-se. Não é fácil relacionarmo-nos com a morte e, menos ainda, afrontá-la com equanimidade. Mas a morte pode encarar-se como conselheira e pode ajudar-nos a superar a nossa petulância, os apegos tolos e as mesquinhices."

Os Melhores Contos Espirituais do Oriente, de Ramiro Calle